terça-feira, 6 de maio de 2008

Corpo em cena - Manoela de Paula Ferreira


Maria Mommensohn em seu artigo “Corpo Trans-lúcido: uma reflexão sobre a história do corpo em cena” aborda a questão do corpo como sendo um suporte para um personagem e a forma como este corpo se prepara para tal tarefa. Atualmente o bailarino precisa saber dialogar sobre e entre várias linguagens e estar aberto à conversa com o público, pois seu lugar não é mais somente a “caixa preta”, hoje este espectador é agente ativo no cenário coreográfico. A autora mostra que a arte é uma forma de se pensar conscientemente e que nossas ações estão diretamente ligadas ao social, sendo este o “promovedor” de nossos gestos. Coloca também que estamos a todo o tempo formando informações entre a mente e o corpo, não sendo possível relação de movimento sem uma dessas partes. Ao longo do tempo segundo a autora, desenvolvemos signos para nos relacionar e estes, são movimentos encontrados em nosso dia-a-dia, que nos mostram quão ligados estamos a percepção por gestos. Aponta Laban como sendo o decodificador deste movimento humano que faz falar o corpo, e mostra sua contribuição não para uma técnica, mas para o estudo das potencialidades do nosso organismo.
Ao longo das décadas podemos ver como a sociedade se desenvolveu, notamos o avanço robótico e permeado a isso o pensamento manteve-se como peça chave para os domínios do homem. Junto a essa tecnologia surge também a necessidade de se conhecer em particular o indivíduo, para assim poder melhor constituir suas relações de seu movimento com o ambiente em que está inserido.
Quando falo em movimento e pensamento, falo de um processo necessário na mente humana para codificação e decodificação dos signos trazidos pela sociedade. No bailarino isso vai além. Ao dançar ele cria uma realidade “fictícia” e para poder representar seu papel forma um personagem que terá por ele, vida. “O conhecimento artístico tem a maior liberdade de explorar não somente a realidade, mas o que poderíamos achar de possibilidade do real” (VIEIRA, 2000). É uma forma interessante de falar como o bailarino pode articular seus pensamentos, não diria que é uma maneira fácil, ao passo que nos responsabilizamos pelo apresentado precisamos ter consciência do quê, para quem e qual a função da dança na sociedade para que nossa arte tenha significado. (FAHLBUSCH, 1990).
O bailarino que estuda seus movimentos e os signos da sociedade, já tendo o conhecimento das potencialidades corporais trazidas por Laban e aprofundadas por outros estudiosos, pode criar e recriar ações no ambiente em que vive. “Os modos com que pensamos e sentimos são verdades co-contruídas no tempo-espaço..., comprometidos com o espírito de uma época histórica” (MOMMENSOHN, 2006) O estudo do corpo e sua compreensão da sociedade e do pensamento transforma e reorganiza informações no indivíduo que muda e formula novas idéias para suas próximas ações e modificações. Isso pode ser um dos motivos que faz com que nossa dança seja nova em cada momento, pois a cada minuto nos organizamos e exploramos o ambiente de uma maneira diferente, através de um novo olhar.


Manoela de Paula Ferreira


Referências Bibliográficas:

FAHLBUSCH, H. (1990) Coreografia. IN. FAHLBUSCH, H. (org). Dança Moderna Contemporânea: Rio de Janeiro: Sprint;

GOMES, S. L. (2006) A aranha baba e tece a teia ao mesmo tempo. IN. MOMMENSOHN, M e PETRELLA, P. (org). Reflexões sobre Laban, o mestre do movimento. São Paulo: Summus;

MOMMENSOHN, M. (2006) Corpo Trans-lúcido: uma reflexão sobre a história do corpo em cena. IN. MOMMENSOHN, M e PETRELLA, P. (org). Reflexões sobre Laban, o mestre do movimento. São Paulo: Summus;

VIEIRA, J. A. (2000) Formas de conhecimento: arte ciência. Salvador. Programa da Pós graduação em artes Cênicas da UFBA;

segunda-feira, 5 de maio de 2008

ENCONTROS E DESENCONTROS

Percebo que a dança está passando por um período de transição, aonde vem se discutindo à importância do corpo que dança, no aqui e no agora. Hoje é impossível falar de contemporaneidade sem se falar em corporeidade, pois já se sabe como o corpo se relaciona com o ambiente ao seu redor, embutindo conceitos, pensamentos e idéias que variam conforme a localização e a época. E ainda bem que ao longo de sua história, o entendimento de movimento em dança sempre esteve mergulhado em constantes processos investigativos. Assim como qualquer outra área, a dança também sofre influências dos contextos sociais, políticos e históricos nos quais está inserida. É desta forma que ela se faz presente em pleno século XXI, embora tenha surgido com os povos primitivos há alguns séculos antes de Cristo. Relacionar a arte dança com o contexto atual é de extrema valia para que esta arte continue se desenvolvendo. Não podemos parar no espaço e no tempo. A dança, hoje, retrata as ansiedades, idéias, necessidades e interesses da nossa época. O movimento é a resposta que se dá ao mundo em função dos estímulos externos e internos recebidos, do desejo de realizá-los e da compreensão da sua execução.
Atualmente se fala muito em improvisação, um processo do qual eu gosto muito. É um meio de fazer com que cada artista descubra as possibilidades e os limites que o seu corpo apresenta, sabendo que esses limites não são limites, e sim oportunidades a serem exploradas de maneiras diferentes, de acordo com a vivência corpórea existente em cada um. Improvisar é sinônimo de criar. Saber que isso gera vocabulário corporal, é fundamental para o crescimento artístico.
No meu TCC estou pesquisando se a dança pode contribuir para desenvolver a sensualidade em mulheres mais maduras e conseqüentemente fazer com que elas se sintam mais desejadas, mais seguras e mais bonitas, aumentando assim a auto-estima. Para mim está sendo um desafio, porque a amostra é composta de mulheres que não dançam, com idades variando entre 40 e 56 anos e que ainda por cima tiveram um ensino religioso muito rigoroso, no qual se aprendia que a relação sexual devia ser praticada com o intuito de procriar.
Está sendo gratificante no sentido de que a cada novo encontro, me deparo com situações inusitadas e que me instigam a procurar novos métodos ou processos de desenvolver este trabalho. Ao invés de eu conduzir o estudo, muitas vezes elas estão me fornecendo os caminhos. É incrível como a troca de experiências vem acontecendo. Saí de um encontro convencida de que estava no caminho certo, mas no próximo, bastou o comentário de uma delas para que eu repensasse a minha proposta. Nasce então um trabalho direcionado à re-descoberta do discurso infinito do corpo, no sentido de estimular estas mulheres a fazerem suas próprias buscas em si mesmas. É um despertar do corpo através de um roteiro daquilo que verdadeiramente existe dentro de cada uma delas, e que por inúmeros desencontros com a vida, ficou no esquecimento. Pois para mim, a dança como forma de linguagem corporal e arte do movimento expressivo comunicativo é também uma área de grande promoção humana.
Para que se possa compreender e desfrutar estética e artisticamente a dança, é necessário que nossos corpos estejam engajados de forma integrada com o seu fazer-pensar. Portanto, continuemos indagando, pesquisando e refletindo. O importante é não se acomodar.

domingo, 4 de maio de 2008

Cotidiano na História-FEMINISMO

Gente!!
Muito me atrai a questão do feminismo:mulheres independentes ,que lutam pelo seu espaço na sociedade,pelos direitos iguais aos do homem,mesmos salários,mesmos cargos,mesmo prestígio...
Durante a pesquisa histórica do século 20 comecei a imaginar como eram as mulheres que rompiam com o "modelo ideal" daquela época e buscavam a independência...O que elas pensavam?Provavelmente pensavam na liberdade como seu bem mais precioso!
Como exemplo,cito Isadora Duncan.Uma mulher à frente da sua época,que em pleno início de século XX, quebra os padrões da dança,de comportamento,e revoluciona a história abrindo um caminho diferente através de sua expressão libertária.Para a época,realmente era uma feminista!Talvez nem ela soubesse o conceito,mas ia agindo conforme a vontade...Eis a questão.
Imaginem vocês,mulheres da atualidade,vivendo naquela época e aceitando TUDO para não ser rejeitada!!!!
Às vezes eu penso que gostaria de ter vivido em uma época mais remota,com relação a alguns aspectos(levando em conta que sou um tanto nostálgica...),mas não,não.Pensando bem,estou na época que era pra estar.E o assunto em questão ainda tem muito o que melhorar,visto que ainda se ouve algumas chacotas não raras,como:"mulher no volante,perigo constante" e "mulher tem que ter pé pequeno para pilotar fogão"...Na atual conjuntura,no mínimo ridículo,não?
Vejam vocês,que há apenas 50 anos atrás,a mulher era completamente anulada,como mostram estes anúncios de revistas femininas da época:
-Não se deve irritar o homem com ciúmes e dúvidas.(Jornal das Moças,1957)
-Se desconfiar da infidelidade do marido,a esposa deve redobrar seu carinho e provas de afeto.(Revista Cláudia,1962)
-A desordem de um banheiro desperta no marido a vontade de ir tomar banho na rua.(Jornal das Moças,1945)
-A mulher deve fazer o marido descansar nas horas vagas,nada de incomodá-lo com serviços domésticos.(Jornal das Moças,1959)
-É importante compreender a diferença de um flerte inocente e certas facilidades,que fazem uma jovem perder o seu próprio respeito e o dos rapazes.(Revista Querida,1961)
-A mulher deve estar ciente de que dificilmente um homem pode perdoar uma mulher por não ter resistido às experiências pré-nupciais ,mostrando que era perfeita e única,exatamente como ele a idealizara.(Revista Cláudia,1962)
-O noivado longo é um perigo.(Revista Querida,1953)
-O lugar de mulher é no lar,o trabalho fora de casa masculiniza.(Revista Querida,1955)
-É fundamental manter sempre a aparência impecável diante do marido.(Jornal das Moças,1957)
Bom,não há muito tempo atrás,as profissões de bailarina e aeromoça eram mal vistas pela sociedade...Então nós,mulheres que dançamos,seríamos todas meretrizes...
Pensando na dança,como foi bom ter existido alguém corajoso que propôs o novo,o diferente,a ruptura,a liberdade de expressão...
Que bom que temos escolha!

Por Anna Kristhine Knapp.

Referência bibliográfica:
COTRIM,Gilberto.História e consciência do Brasil.São Paulo:Editora Saraiva,1981.

Philippine, por Carolina Camargo De Nadai

PRA FECHAR O BIMESTRE PINABAUSHIANO E DANÇA-TEATRÍSTICO, DEIXO ESTE ARTIGO PRA VOCÊS! SOBRE:

A DANÇA TEATRO DE PINA BAUSH E A TANZTHEATER WUPPERTAL:

Nascida na Alemanha, em 27 de julho de 1940, Pina Baush dirige a Wuppertal Tanztheater há 30 anos, na qual — segundo Antonio José Faro e Luiz Paulo Sampaio — vem realizando um dos mais criativos trabalhos de dança da atualidade, sendo apontada com uma das maiores coreógrafas de nossa época.
A história da dança-teatro alemã pode ser traçada a partir de Rudolf Von Laban e seus discípulos Mary Wigman e Kurt Jooss nos anos 20 e 30. Eles acreditavam na dança teatro como uma forma de arte independente das outras e baseada na harmonia das qualidades dinâmicas do movimento junto aos percursos espaciais.

Pina Baush não nega suas influências, usando técnicas experienciadas com seus mestres e aplicando-as junto a seu próprio método de coreografar em seus bailarinos. Ela nunca se propôs a formá-los e diz que o que os une é que todos estão em busca do movimento.
Acredito que esta seja a mola propulsora para que seus bailarinos trabalhem desde cedo as qualidades dinâmicas dos movimentos, fazendo do espetáculo, uma revelação de muito trabalho e tempo. Apesar de nossa cultura ocidental acreditar que é linda a juventude, Pina mostra como são lindos os corpos maduros de sua companhia.
O enfoque de Baush para a construção das cenas — segundo Ciane Fernandes — se dá “através da técnica de colagem com livre associação. Pequenas cenas ou seqüências de movimento são fragmentadas, repetidas, alteradas ou realizadas simultaneamente, sem um definido desenvolvimento na direção de uma conclusão resolutiva”.
Segundo Pina, “Aquele que deseja responder às perguntas com a sua intimidade o faz, quem não quer, não o faz. Não crio sozinha, somos um conjunto de pessoas interessadas em compartilhar o que encontramos nas pesquisas”.(Pina Baush em entrevista para o jornal O Estado de São Paulo, caderno2, 28 de agosto, 2006).
Na dança teatro de Baush é utilizado tanto o gesto cotidiano como o técnico. Portanto, os gestos se tornam elementos estéticos, por mais treinados que sejam e que aconteçam de maneira extremamente natural.
Quando os bailarinos representam uma cena que não é real, a veracidade com que é interpretada transmite confiança ao espectador. Ver aqueles corpos de Wuppertal, da Índia, do Japão, do Brasil, da França ou de qualquer outro lugar do mundo, apenas caminhando no palco, nos transmite a sensação de que eles nunca sentiram nervosismo antes de pisarem no mesmo.
Com toda sua originalidade, excentricidade, humor e sadismo, Pina Baush não espanta o público não-artista ou sem conhecimento sobre arte. Ela sabe cativar e exige profissionalismo e maturidade de seu elenco, como faz sua mestra — também alemã — Mary Wigman. Essas exigências, junto a anos de experiência, fazem com que os bailarinos confiem na cena e não desistam nunca da mesma, mesmo que tenham que repeti-la várias vezes.
O trabalho produzido é limpo e vigoroso, não deixa dúvidas sobre o que assistimos e toca os sentimentos dos espectadores por abordar temas como: amor, relação homem e mulher, infância, entre outros. A comunicação é feita por meio de códigos simples de serem interpretados, pois são despertados no público pela emoção — nos emocionamos e por isso entendemos. Podemos amar ou odiar o seu trabalho, mas dificilmente não teremos uma posição definida sobre ele.
Arnaldo Jabor, cronista do Jornal O Estado de São Paulo, surpreende com seus comentários sobre o último espetáculo da Wuppertal Dance Teathre. O escritor que normalmente salpica seu texto com palavras picantes, traz em “Pina Baush e a beleza” a doçura em suas palavras. Afirmando ter presenciado em “crianças de ontem, hoje e amanhã”, a mais pura forma de arte da atualidade, acredita que Pina Baush “conseguiu milagrosamente fazer uma arte que possa até chamar de ‘terapêutica’. Dentro de um país violento, humilhado, ansioso ela conseguiu nos dar três horas de delicadeza e paz”.
Filha da guerra fria, Pina deixa um fio de felicidade passar por entre seus bailarinos, pois criou um minimalismo afetivo, sem a frieza rancorosa de tantos artistas “engajados”. Pina vê com amor nossos clichês e aprofunda-os, salva-os, raspando-lhes a casca da repetição. Para Jabor, ela “humaniza nossos defeitos, nossos ridículos e nos oferece a própria vida reciclada com carinho, virando-nos em viajantes de nós mesmos. Seus atores/bailarinos/personagens oscilam entre desejo e repressão, entre liberdade e medo, por entre os corpos bailando, percebemos as influências mais límpidas da arte contemporânea”. Ciane Fernandes acredita que a “repetição quebra a imagem popular de dançarinos como seres espontâneos, e revela suas insatisfações e desejos em uma cadeia de movimentos e palavras repetitivas”.
Ao compartilhar da mesma opinião de Jabor, acredito que os bailarinos de Baush em cena são, sim, seres espontâneos, seres humanos que demonstram suas emoções — sofrem, riem, choram, correm, brigam, se abraçam, se beijam, amam, e sentem o que qualquer pessoa pode sentir — diferente de um bailarino clássico, que parece não ter insatisfações e desejos, que vive um repertório qual sabemos que não se passa de um conto de fadas.
Mônica Raisa Schpun — historiadora, pesquisadora e professora do Centre de Recherches sur le Brésil Contemporain — em um artigo sobre o espetáculo “Rough Cut”, afirma que a coreógrafa traz cenas em que os embates amorosos e cotidianos acabam sendo pacificados sem cair na armadilha de representações esquemáticas. O poder de encantamento que nasce da cena vem dos modos ordinários com que o elenco caminha no palco, executa seus gestos, olha e sorri com malícia e desenvoltura.
A carga poética da linguagem de Bausch concentra-se no modo com que os corpos em movimento exprimem a tensão estrutural, mas nem por isso imutável. Para tal, o repertório dos esquetes e do fraseado coreográfico é fruto da coleta de dados pelo mundo afora. Após temporadas de pesquisa, os bailarinos-atores são convidados a improvisar movimentos a partir do que testemunharam. Tudo parece um jogo, no qual as avaliações do que é real ou não ficam emaranhadas.
Esse tipo de representação, que a maioria de nós brasileiros nos apaixonamos, não foi imediatamente aplaudida pelo público alemão. Foi apenas nos anos 70, e por platéias estrangeiras, que suas criações foram recebidas com entusiasmo. Desde então, Baush impôs mundialmente a magia de sua linguagem corporal e cênica.
Ao presenciarmos um espetáculo de Pina Baush, dificilmente ficaremos com dúvidas sobre o gênero dança-teatro ou acharemos a prática dos bailarinos aquém do esperado — pois a verdadeira preocupação da coreógrafa é o movimento do bailarino.
A coreógrafa compartilha da mesma opinião de seu mestre Jooss ao cultivar bailarinos bem treinados. E não poderia ser diferente. Ao optar por uma companhia híbrida, com bailarinos com culturas e corpos distintos, Baush sabe que é necessário exibir um trabalho de qualidade e sabe como fazê-lo. Gostamos de rir e nem por isso gostamos de ser subjugados por coreógrafos que não acreditam na capacidade de interpretação do espectador. A sátira exige em dose dupla o treino, a técnica e a qualidade que Pina já nos mostrou ser capaz de fazer.
Pina incorpora e altera balé em sua forma e conteúdo, usando movimentos técnicos e cotidianos dentro do universo expressivo que criou — ela filtra seu produto final. Em seus espetáculos vemos Fellini e Chaplin, vemos Mondrian e Malevitch, vemos os irmãos Marx repetindo as mesmas “routines” de chanchadas, vemos Beckett raspado de sua depressão doentia. Vemos na cenografia o suprematismo, o minimalismo mais espontâneo, sem a exibição vanguardista. Vemos um painel amplo do melhor da criação do século 20 e, claro, tudo interpretado pela espantosa capacidade técnica dos bailarinos.


REFERÊNCIAS:

SITES:

  1. Pesquisa realizada dia 8 de agosto de 2006
  2. http://www.bravonline.com.br
  3. Pesquisa realizada dia10 de setembro de 2006
  4. <http://p.php.uol.com.br/tropico/html/textos/2767,1.shl>

5. Pesquisa realizada dia 10 de setembro de 2006 <http://www2.portoalegre.rs.gov.br/cs/default.php?reg=65688&p_secao=3&di=2006-08-17

6. Pesquisa realizada dia 16 de setembro de 2006 <http://www.sosportoalegre.com.br/noticias.asp?id_noticia=535>

7. Pesquisa realizada dia 16 de setembro de 2006 <http://www.revistadadanca.pt/dancascompoesia.htm>

8. Pesquisa realizada dia 22 de setembro de 2006

  1. Pesquisa realizada dia 22 de setembro de 2006
  2. <http://www.santandercultural.com.br/imprensa/download/ReleasePinaBausch.pd>


LIVROS:

  1. PORTINARI, Maribel. História da dança. Rio de Janeiro: Ed. Nova Fronteira, 1989.
  1. FARO, José A. e Luiz Paulo Sampaio. Dicionário de Balé e Dança.Rio de Janeiro: Ed. Jorge Zahar Editor, 1989.

  1. FERNANDES, Ciane. O corpo em movimento. São Paulo: Ed.Anna Blume,

JORNAIS:

  1. O Estado de São Paulo, caderno 2, 28 de agosto de 2006.
  1. O Estado de São Paulo, caderno 2, 5 de setembro de 2006.

PROGRAMAS:

  1. Programa da Pina Baush Tanztheater Wuppertal, coreografia “Para crianças de ontem hoje e amanhã”. Teatro Alfa, SP, de 28 a 31 de agosto de 2006.

ARTIGOS:

17. A dança teatro de Pina Baush: redançando a história corporal.

Ciane Fernandes, professora adjunta da Pós-Graduação em Arts Cênicas da UFBA, Ph.D. e M.A. pela New York University, e C.M.A. (Certified Movement Analyst) pelo Laban/Bartnieff Institute fo Movement Studies, New York. Enfermeira e arte-educadora pela UbB.

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Um olhar sobre o futebol

por Clarissa Cappellari.


Em função dos deslocamentos conceituais contemporâneos, acredito sim que o futebol seja arte e que isso não possa mais ser negado. Fora o aspecto estético, o futebol tem uma grande função social, onde reúne uma grande massa.

O futebol não é apenas um gesto gratuito como muitos imaginam, e sim um território poético com grande poder de criação humana.
Assim como na arte, o futebol é um jogo criativo, que se estabelece numa cumplicidade entra artista e publico. Ele (o jogo) não deve ser tratado como algo pouco sério, pois, assim como em uma coreografia, o futebol tem uma finalidade, propósito e estrutura.
O público tem participação ativa no desenvolvimento dos espetáculos esportivos. Assim como no texto de Sandra Lucia Gomes (A aranha baba e tece a teia ao mesmo tempo) que fala sobre todas as influências e interferências que o corpo sofre com as informações que temos a todo instante, em um jogo de futebol o jogador é muito influenciado pela sua torcida, por isso eles pedem sempre aos torcedores que cantem como uma forma de apoio e incentivo ao time.
Não considero que o prazer de um torcedor ao assistir um jogo de futebol, a priori, possa ser encarado como superior (ou inferior) ao de um “intelectual” que assiste a uma exposição em um museu.
Poderia alongar por muito mais essa idéia, mas antes de fechá-la, gostaria apenas de dizer que acredito que os conceitos de arte, esporte e estética não são imutáveis, portanto não seria adequado não considerar a possibilidade de denominar o futebol como arte.

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Aí estão algumas idéias que vou desenvolver no meu artigo.
Esse filho vai nascer! =)

Abraços, Clara!

"Jeitinho Brasileiro"

O movimento do corpo é muito presente no cotidiano do Brasileiro, povo que sabe resolver e solucionar problemas de um jeito especial, o dito "jeitinho Brasileiro" cabe aqui como discussão deste dito popular na forma de ser destes corpos diversos.

desde os primeiros imigrantes cultivamos hábitos de nos alimentar, vestir, etc e nos educarmos na grande diversidade de culturas misturadas na nossa terra; instintivamente somos dispostos a conviver com diferentes corpos, formas de se pensar e viver o corpo muito distintas em lugares proximos e a maioria das vezes no mesmo espaço. Acredito que organicamente nos adaptamos mais rapido as mudanças sociais e aos valores culturais dominantes em cada contexto do nosso território, assim como nas grandes metrópoles, favelas, serrado sem água, exemplos de jeitos distintos que confirmam o "jeitinho Brasileiro" de se lidar com o ambiente e o corpo.

Segundo Maria Helena Imbassai, do ponto de vista físico, o homem é uma criatura cujas energias vitais se alternam entre a distensão e a contração do aparato corporal. A distensão é o fluxo para fora, da energia somatica. A contração é o retorno dessa energia, numa atitude defensiva diante de um ambiente hostil.

por Gabriel Bueno

quinta-feira, 1 de maio de 2008

Dança na universidade: exatamente como?


A arte na universidade,mais especificamente a dança,sempre foi um ponto amplo,complexo e questionante como a autora ressalta em 'A arte na universidade para germinar questoes e testar procedimentos' de Tubo de ensaio: experiencias em dança e arte contemporanea.
Bastante atrasada pode-se dizer que a dança na universidade,desvinculada do "pote"das artes cenicas vem cada vez mais se aproximando e ate mesmo vinculando a outras artes como o teatro e outros tipos de artes visuais,talvez por estarmos numa fase ainda de transição,ou seja, no momento de variadas vertentes da intitulada arte e/ou dan\ca contemporanea.
Particularmente a problemática é:Como desenvolver a dança na universidade com conteudos teoricos,comunicando(como toda arte faz) e sabendo correlacionar o conceito de dança/corpo/mente de acordo com Sandra L.Gomes em "A Aranha baba e tece a sua propria teia"de Reflexoes sobre Laban, o mestre do movimento,2006:


"...a mente e o pensamento não são separados do corpo,mais integrados e encarnados no mesmo desde o processo evolutivo,durante o desenvolvimento individual e no momento atual."

Da mesma maneira que Helena Katz em ''Entre a Razao e a carne'' defende o conceito de uma co-evolução ocorrente entre mente e corpo,as universidades que se encontram em defesagem em relacao as disciplinas a serem oferecidas tambem deveriam desenvolver teoricamente uma co-evolucao mais complexa para uma melhor formacao de um corpo pensante,como é o que a contemporaneidade exige nos dias atuais.Isso ocorrendo, e na verdade já acontece em determinadas situacoes o cuidado se volta para até onde esse corpo deve se tornar apenas pensante e deixa como segundo plano a ideia de ser dançante.Caio portanto numa discussao que parece nao cessar em nossa turma : Como desenvolver um projeto em cena onde nao deixe de se relacionar intimamente com minha pesquisa e este ainda possa atingir de uma alguma determinada forma ou nao, meu publico alvo?
É uma questao muito complexa a qual quando suponham ter encontrado a resposta, os criadores muitas vezes terminam repetindo padroes os quais precisam ser quebrados a afim de novas descobertas de possibilidades ate mesmo de reacoes desse mesmo publico em questao.
Está aí a abertura para as outras artes que cito no inicio deste comentario; ou podem surgir indagacoes de que o autor da coreografia/performance nao quis verdadeiramente transimitir qualquer ideia de comunicacao: mas como seria possivel isso se tuodo que nos vem aos sentidos comunicam algo?
Talvez fosse tambem papel da universidade orientar o aluno para encontrar este meio termo tao almejado por pesquisadores em dança em geral,alem claro da propria "cabeça pensante"tambem se emenhar em descobrir qual é esse equilibrio da pesquisa de sua autoria,ou seja, a dança na universidade é uma 'co-evolucao' de pensamentos constante - ou pelo menos deveria ser.





Por: Daiane S. Camargo