terça-feira, 24 de junho de 2008

DES

Des é uma pesquisa em dança contemporânea com concepção e criação de Carolina De Nadai, realizada pela Fundação Cultura de Curitiba nas dependências da Casa Hoffman - Centro de Estudos do Movimento.

Deslocamentos

Desconstrução

Desestabilidade


Apresentação dia: 5 de julho
Horário:18h
Local:Casa Hoffman
- Centro de Estudos do Movimento. Largo da Ordem, Curitiba-PR




segunda-feira, 23 de junho de 2008

O estágio obrigatório elimina alunos do estágio remunerado; por Carolina Camargo De Nadai

Estive pensando no assunto que iria abordar esse mês no Blog, é claro que sempre falamos de dança, e é para isso mesmo que criamos este meio de comunicação. Porém, muitas vezes, nos vejo discutindo assuntos tão importantes entre nós e nos esquecemos de lançá-los no mundo, mesmo que seja o mundo “Fapiano” do qual vivemos tão intensamente atualmente.

A Faculdade de Artes do Paraná possui um interessante currículo, pode-se ver cada vez maior a procura nas épocas de vestibulares, a concorrência entre os candidatos sempre aumentando. Mas sabemos que não é perfeito, principalmente quando estamos vivenciando sua funcionalidade. E como discente sinto-me responsável pelas futuras alterações (imagino sempre que para melhor) desta instituição.

Passamos por diversos estágios durante curso de dança. Conhecemos um pouco da realidade do ensino público, um pouco da dança para pessoas com deficiências físicas, além de um ambiente da comunidade que nós mesmos podemos escolher qual, sem falar no bacharelado. Ao chegarem ao quarto ano muitos dos alunos já estão encaminhados profissionalmente – muitos desde antes – e é triste que pessoas tenham que abandonar estágios remunerados para terem tempo de cumprir o estágio obrigatório de licenciatura em dança clássica e contemporânea.

O curso de dança poderia se organizar e repensar essa carga horária (180 horas); ou ao menos validar ambientes quais as pessoas já estão inseridas – que também sejam na área de licenciatura –. É válido lembrar que o estágio já começou a se abrir; hoje podemos realizar nossas observações, assistências e ministrar aulas no Instituto Arte Geral (para ambas as técnicas) e no Colégio Medianeira (para dança contemporânea).

Mas como melhorar ainda mais?

segunda-feira, 16 de junho de 2008

AGRADECIMENTO!!

Oi pessoal!!

Só gostaria de publicar meu agradecimento pela colaboração de todos na apresentação do desenvolvimento do meu projeto de pesquisa hoje na aula de Composição!!!

VALEU GALERA!!


Beijocas
JU Lorenzi

domingo, 15 de junho de 2008

OP1

Oi pessoal!

Entrem no youtube.com e busquem por: OP1 rumos-itau cultural ...

É um trabalho apresentado no Rumos ano passado e que dialóga bastante com o que pretendo desenvolver no meu, porém eles trabalham mais com iluminação do que eu pretendo e claro, eles tinham grana para desenvolver a pesquisa...

Vale a pena dar uma olhada..

Beijocas
Ju Lorenzi

terça-feira, 10 de junho de 2008

Corpo, único que Dança

Este é o início da minha pesquisa e do que eu quero para meu artigo final, no momento é a idéia que está sendo trabalhada em mim e que quero "por na roda"!!!


É através das percepções pessoais que o corpo adquire vocabulário para transformar em movimento suas indagações, inquietudes, sentimentos, emoções etc. Segundo Vianna, “a vida, o mundo e o homem manifestam-se através do movimento” (Vianna, 1990, p.13). Com o vocabulário que o corpo adquire ao longo de suas percepções ele compreende e entende a si mesmo e o ambiente em que está inserido. É através deste corpo que as informações penetram no indivíduo e é por este corpo que o indivíduo se relaciona com o ambiente. Há nessa relação uma constante troca, então, sempre que o corpo se movimentar em dança ele estará colocando informações no ambiente que, com isso se modificará e reverberará mudança na organização do próprio corpo que dialogou com o espaço (ambiente).
A dança pode ser compreendida como um ambiente constituído a partir das diferentes relações e percepções de processos que o corpo como agente deste ambiente propõem. Sabendo-se que cada corpo sofre diferentes influências, possui diferentes potencialidades tanto físicas quanto psíquicas e teve um amadurecimento corporal único, é possível imaginar que o corpo será sempre único em sua dança e em sua organização corporal. Para descobrir este corpo que transforma a dança em comunicação e permite transformação de ambiente, é necessário que o homem conheça o vocabulário que lhe é próprio, podendo assim, dialogar com o espaço que o cerca. Um dos instrumentos para esta descoberta é a escuta deste corpo e seus movimentos. Para que haja esta descoberta de corpo é preciso que nos desvencilhemos de qualquer artifício que não seja natural do corpo, como por exemplo, técnicas que codificam o corpo não o tratando como único e deixando suas características próprias de lado. Para Vianna é a dança que consegue exprimir os sentimentos do homem, ela é uma reflexão sobre o homem (Vianna, 1990, 11). É a dança investigativa do corpo que através de seus movimentos expressa a emoção do homem e não uma técnica com formas padrões de movimento que desconhece a unicidade do indivíduo.
Nesse sentido é importante salientar que cada indivíduo é único. Todos possuem características físicas, sociais e psicológicas diferentes. Desta forma, a percepção das experiências da vida de um indivíduo é sempre singular. Sendo assim, a movimentação efetuada por cada corpo resultará em um modo único de expressão na arte da dança, uma vez que tal expressão, na verdade, constitui-se de um reflexo de tudo aquilo que naquele corpo foi experenciado. Nesse sentido, Vianna coloca que:
“O corpo humano permite uma variedade infinita de movimentos que brotam de impulsos interiores e se exteriorizam através do gesto, compondo uma relação íntima com o ritmo, espaço, o desenho das emoções, dos sentimentos e das intenções. Mas, se a dança é um modo de existir, cada um de nós possui a sua dança e o seu movimento original, singular e diferenciado e é a partir daí que essa dança e esse movimento evoluem para uma forma de expressão em que a busca da individualidade possa ser entendida pela coletividade humana.”(Vianna, 1990, p.88).

Segundo Mendes, “Dança é basicamente movimento, movimento e gestos.”(Mendes, 2001, p.6). Além disso, na concepção de Gualberto, para que a dança seja arte é necessário que haja uma intenção em seus movimentos, uma inquietação, uma conscientização do que é feito (Gualberto, 2004). Todo o movimento do homem pode ser dança se organizado como uma forma de "fala" e expressão. Dança é comunicação, é troca de informação, é “uma arte profundamente simbólica capaz de sugerir, ilimitadamente, imagens e associações cheias de riqueza e vitalidade, dada a natureza de sua forma de comunicação, não racional.”(Mendes, 2001, p.10). Da mesma forma que a Dança não possui uma forma, o corpo que a executa não precisa seguir uma técnica pronta em formas de execução, totalmente codificada, para a expressão em Dança. O corpo precisa “falar” apenas e tão somente da maneira que melhor demonstre seus conceito e sua experiências o que ele pensa.
A dança sempre foi utilizada pelo corpo como forma de arte e desabafo, ela é a arte “mais capaz de exprimir tanto as fortes quanto simples emoções sem o auxílio da palavra”(Mendes, 2001, p.10). Não que na dança apenas expressemos sentimentos, mas ela é a forma que o corpo tem de com ele próprio se comunicar e tornar visível uma idéia.
A possibilidade de termos uma maneira própria e por isso única de expressam com dança que me instiga, não quero conceitos prontos de formas estéticas específicas, busco com meus dançarinos a maneira natural que cada um encontra dançar. Dentro desse dançar, preciso e acredito que seja necessário romper com o que compreendo como Belo para não colocá-lo como ponto de seleção de formas, pois o que realmente tem que ser transmitido é o movimento natural de cada corpo único, para assim atingirmos o Movimento Genuíno.
Para que os corpos se sintam livres para suas investigações corporais, é preciso antes reconhecer que “harmonia não está relacionada ao“Belo”, mas ao invisível contido no visível” (Apud, REIS, 2003, p. 131). A harmonia se dá na verdade do que é mostrado, na concordância que existe entre o interno e o externo do corpo. A representação dessa verdade do movimento não existe se for apenas uma seqüência de passos sem significado para o corpo que o executa. Aqui não condeno as técnicas de dança com formas estéticas pré-formatadas, apenas em meu trabalho, busco encontrar o movimento que flui do corpo sem a necessidade de formas vindas de fora. Tenho uma grande bagagem de dança clássica em relação à dança contemporânea, com isso para mim é um exercício encontrar a movimentação natural do meu corpo e principalmente passar essa informação sem contaminá-la com formas fixas para meus dançarinos que por mais que não tenham formação em dança, são observadores dessa arte e a compreendem como apenas sendo detentora de formas fixas, claras e belas. É nesse lugar de descoberta de corpo deles e meu que me encontro hoje...
Manoela de Paula Ferreira

segunda-feira, 9 de junho de 2008

O que somos?Quem somos?Aonde estamos?---------------Ana Carolina Tannús

A vaidade é o desejo de atrair a admiração das outras pessoas. Mostra com extravagância seus pontos positivos e esconde os negativos. Ou seja, uma estética visual e de aparência. A imagem da pessoa vaidosa está geralmente frente a um espelho. A grande maioria, para não dizer todos, tem necessidade de um espelho.
Atualmente, nossos corpos são disciplinados, modelados e rearranjados pelo poder dominante, “a mídia”, os quais criam uma ilusão de pessoas livres, de construir seu próprio corpo.
Padronizar movimentos não é somente comum em um código específico como ballet, mas também no contemporâneo, encontramos uma série de movimentos comuns, caindo num modismo, ou seja, “civilização do clichê” o qual se dá de uma formulação interior de cada corpo, a partir de seu gesto próprio, “o próprio corpo é o próprio movimento” (PRIMO).
Observar, reparar, colecionar detalhes ou mesmo sinais, coisas suas como: roupas, carro, frases da moda é a construção de um corpo, o qual faz parte de um quartel, somos em grande símbolo “estrangeiro residente”, fazemos parte de “uma realidade mesquinha, não posso ser nativo nem naturalizado”. (Fé e Veneno)
Nosso corpo simplesmente existe, é uma propriedade nossa ou da mídia, será que ele perdeu a identidade corporal. (SACKS)

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Caos em cena?!

Bem, isso é um breve esboço,pois está bem no começo a parte escrita, sobre o artigo o qual deverei escrever para o termino do curso de dança da FAP.
Principiando pela Teoria do caos minha pesquisa tem como funcao propor procedimentos e/ou elementos a determinados bailarinos para ser assim desenvolvido neles uma maneira de percepçâo e improvisacao na dança contemporanea(por enquanto!).
Sim, a teoria do caos é muito complexa para se " aplicar a dança",mas foi pensando nisso que selecionei dela tres principios basicos,os quais se fazem formas de organizacao do caos, para serem justamente esses elementos quais os bailarinos se submeterao: nao-linearidade, desencadeamento de acontecimentos/movimentos e acaso.
Inverso a maioria dos dicionarios de portugues o caos nao se faz somente de desorganizaçâo e confusao.O caos sendo ele uma forma de organizacao de um Sistema aberto, ou seja, recebe influencias do ambiente o qual faz parte,tem ainda uma estrutura e elementos para que eles se organizem a fim de nao deixa-lo acabar.Note voce que eu disse "organizacao" e nao "ordem" que se faz bem diferente da anterior e se assim fosse deixaria ele de ser uma nao linearidade constante,uma de suas caracteristicas/ elementos.
Explicada essa diferenciacao, meu trabalho prático se constitui(até o presente momento!) de um dueto onde ambos os bailarinos serao submetidos a uma estrutura (organizacao) a qual deverao seguir livremente,sem nenhuma ordem pré estabelecida, se utilizando portando de vontades proprias e celulas coreograficas desenvolvidas a partir do principio: desencadeamento de acontecimentos/movimentos.
É importante ressaltar ainda que essa mostragem cenica provavelmente terá um começo e um final por uma necessidade, nao fazendo parte essa norma e linearidade de minha pesquisa, pois ja se sabe que, pela nao linearidade do caos, este mesmo se faz " incomeçavel" e "interminavel".
Sendo assim a musica se faz ainda demasiada indeterminada,já que uma musica fractal, a qual teria coerencia incluir na apresentacao cenica, devivada dos fractais da teoria do caos,se faz bem inauditivel e ate mesmo prejudicial se ouvida por muito tempo.Portanto existem algumas possibilidades que estarei testando e discutindo com minha orientadora a fim de uma melhor solucao.
Apesar de complexo essa teoria em si para quem quiser ter uma breve ideia em relacao ao que gostaria de por em cena, a principio sugiro que pense em um grande circulo o qual se faz de varios elementos que se relacionam entre si em desordem,fazem trocas e brincam com influencias do ambiente em que estao.
É isso, e quem se interessar pelo assunto, sentir vontade ou só quiser auxiliar é só me procurar!


Por Daiane S. Camargo


Obs: é apenas inicio de processo, sujeito a alteracoes.