terça-feira, 29 de abril de 2008

Branca de Neve e alguns de seus signos. sugestão de Carol Pellegrini

Para quem ainda acha que contos de fadas são para crianças e que eles não tem lá muito a dizer...

http://video.globo.com/Videos/Player/Entretenimento/0,,GIM821079-7822-BRANCA+DE+NEVE,00.html

Vida longa as britas.
;P

beijos a todos.

Corpo trans-lúcido: uma reflexão sobre a história do corpo em cena. Por Letícia Honorio da Silva...

Este texto fala sobre uma reflexão sobre a história do corpo em cena, onde o homem se comunica através de sinais, símbolos, livros, revistas, música, dança, filmes, palavras e gestos.
As técnicas corporais cada vez mais estão sendo aprimoradas. A partir dessas técnicas procuramos tornar os movimentos o mais agradável possível, mais conscientes e mais simples.
As crianças aprendem desde cedo a desenvolver as habilidades motoras como por exemplo, o andar, os movimentos de agachar, sentar, deitar e levantar.
No texto de Klauss Vianna, Percepção corporal a partir de movimentos básicos, o autor diz que é muito importante executar e perceber esses movimentos, pois eles acontecem a todo momento.
Concordo com os dois autores porque é através do corpo que nos comunicamos com o público. Para essa comunicação acontecer o corpo tem que estar consciente e adaptar-se às transformações que podem surgir.
É muito importante permitir que o movimento simplesmente surja, sem obsessão. Mas, também é necessário todo um trabalho de preparação e conscientização, onde costuma revelar a dificuldade que as pessoas têm de enfrentar esse processo de reestruturação.
O corpo tem que se adaptar às transformações do tempo. Os quatro fatores de Laban estão sempre presentes em nossa movimentação. Quando andamos, corremos, pulamos, estamos sentados ou até mesmo parados, os quatro fatores de Laban etão presentes no nosso corpo, é só perceber.
O corpo não é apenas uma forma em movimento andando, correndo ou dançando. É, menos ainda, uma vitrine de marcas e logotipos. Instrumento de comunicação do homem no mundo, o corpo é possibilidade de invenção permanente e novas finalidades e a disposição para vivê-las.

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Similaridades...

Estados transitórios/transformação:


Foco de pesquisa...

"Um movimento morre para dar lugar à outro"

"Um ideograma pode ser 'completado' e se tornar outra coisa"



"Cada gesto possui um significado"

"Cada ideograma chinês traz um significado/uma mensagem"


~> Idéias lançadas ao vento...

Angélica

DES, Por Carolina Camargo De Nadai

Olá Pessoal,
Antes de dar início ao texto para minha postagem quero dizer que esta idéia do blog é muito interessante! É um meio de troca de opiniões e informações que não precisa se encerrar junto com nossa vida acadêmica (pelo menos de graduação) na FAP!!!

A primeira vista, deslocamento remete logo em deslocar espaço-temporalmente. Mas situações podem ser deslocadas, movimentos, imagens ou sons...“Mudar, desviar do lugar em que estava; transferir; desarticular ou desconjuntar; mudar de lugar; mover-se; desarticular-se; desmanchar-se.” (dicionário). Dês(negação) lócus (lugar)
s.m. Medicina. Ato ou efeito de deslocar da posição normal, qualquer parte do corpo. &151; Recebe o nome de luxação quando são os ossos de uma junta que se afastam de sua posição normal. Quando os ossos se deslocam, deixam de manter um contato adequado na junta. Disso decorre usualmente dor e inflamação.
Mas busco mais o significado de deslocamento em uma ação pertence àquela função. Gosto da brincadeira com um som que não pertence à uma imagem por trazer tanto um lado cômico quanto reflexivo.Penso muito em como aproveitar de situações deslocadas. Em um ensaio, em uma apresentação pública, em uma aula de improvisação, como uma situação inesperada, estranha, pode ser auxílio à criação e não incômodo. Mesmo que incomode. Como ela ajuda?

domingo, 27 de abril de 2008

Nadam Guerra

Para quem não foi assistir a apresentação de Nadam Guerra no Cafofo do Couve-Flor, vale a pena dar uma conferida em vídeos dele no Youtube...

Pesquisa bem interessantes...

Ju Lorenzi

TELEFONE SEM FIO, por Caroline Pellegrini


Enquanto cursava o 2° grau, meu livro de português da época trazia uma propaganda dos anos 90 que utilizava como ilustração a célebre imagem da linha da evolução humana (aquela que o primata Australopithecus aparece de perfil sobre quatro apoios, e gradativamente eleva-se, até atingir a postura ereta, do homem chamado de “evoluído”, o tal do Homo-erectus). E como isto era uma propaganda e não uma aula de história ou coisa parecida, a imagem continha uma pequena alteração no seu conteúdo: o tal do homem “evoluído” trazia em uma de suas mãos uma lata de Coca-cola.
No tal livro de português, além da propaganda, havia uma hipótese sobre as possíveis interpretações desta imagem, que dizia mais ou menos assim: Se o mundo acabasse e restasse na face da terra apenas este anúncio, quem chegasse depois acreditaria que o borbulhante líquido escuro era nosso Deus.
Ignorando a não sapiência do nome do autor desta hipótese um tanto quanto contraditória, o fato da Coca-cola ser ou não ser Deus, e o porquê escolhi esse exemplo tão confuso, direciona-se aqui o foco no questionamento conduzido pela hipótese citada: Várias interpretações de uma mesma informação. A variedade de desvios que uma mensagem pode tomar no caminho entre emissor-receptor.
Maria Mommensohn, questiona exatamente isto:
O mesmo gesto pode ter significados culturais diferentes em culturas diversas. Ele age/reage em função de necessidades intrínsecas de adequação com o ambiente.”
Para a Arte, nada melhor que poder usufruir de um vocabulário onde um mesmo signo traz diversas significações. Isto é fantástico para aumentar o repertório de possibilidades artísticas e conduzir o expectador a caminhos que talvez nem imagine que se possa levar. Mas se este é o sonho, é também o pesadelo da Arte. É por causa das infinitas interpretações que um mesmo espetáculo, que uma perna alta, que uma cor vermelha podem remeter, que críticos tem emprego, que público escolhe seu ídolo, que a classe artística se digladia.
Sim, não é o que a coreografia quer dizer, mas o momento da sua vida que VOCÊ resolveu assisti-la, o que VOCÊ pensa da companhia que irá executá-la, os valores que VOCÊ traz sobre o tema proposto pela mesma, e tantos outros fatos que fazem de VOCÊ o culpado de tudo que irá pensar e sentir sobre o espetáculo.
Mas se isto ocorre, o que fazer? Deve-se lançar um livro com a hermenêutica absoluta e nada relativa de tudo o que tudo possa significar? Criar uma lei que puna significações diferentes para o mesmo ato (Quantos “eu te amos” seriam multados)? Infelizmente, a Filosofia da Linguagem está aí há séculos tentando fazer isso, e não teve nenhum êxito. E, mais infelizmente ainda, já pagamos uma multa bem cara por cada ato nosso ser interpretado de diversas formas.
Talvez porque ainda o objetivo do ser humano é chegar sempre a alguma certeza e nunca a mais dúvidas. Ao escrever um texto (este, por exemplo), finaliza-o com algo que se nomeia “conclusão”. Não estaria este texto dentro das normas se ficasse aqui lançando perguntas e não fornecesse certeza alguma.Você está sedento de um lugar confortável e não de aumentar a sua instabilidade com mais questionamentos.
E antes que este assunto tome outro rumo, voltemos então ao questionamento principal: o que fazer com arte, que dá margem a tantas interpretações? O que fazer quando você quer dizer algo e escutam outra coisa?
Murray Louis cita: ”A prática da arte é tão intensamente subjetiva, tão pessoal (...) que é inevitável que todos acabem sendo apanhados e aprisionados em sua própria rede pegajosa de definições. Ainda sim, há que persistir”.
Há que persistir. Há que persistir em tentar captar o que os olhos vêem e não o que seu olhar quer ver. Será possível? Será pretensão? Será que perdemos a mensagem no meio do caminho? E se ela tranformou-se? E que tal pegarmos outro rumo no próximo texto?

sábado, 26 de abril de 2008

"A Forma do Fundo"- Título provisório

A pesquisa experimenta interações do corpo com um fundo criado, no momento um tecido branco, buscando utilizar explorar a tentativa de uma bidimensionalidade corporal...
Me interessa partes do corpo, mas não a idéia de um corpo fragmantado. Busco brincar com a ilusão de óptica. Clavículas que pareçam escápulas... Não pretendo a despersonificação do corpo...
Formas geométricas, espaço estrutural, espaço corpo bi e tridimensional...

Pés, escápulas pernas........
Neste momento muitas são as perguntas , poucas as respostas....

Por Juliana Lorenzi