quinta-feira, 28 de agosto de 2008

DANÇA, SEXO E GÊNERO....


Judith relata no capitulo"padrões de dominação: homens, mulheres e homossexualidade", sob o aspecto histórico, social e ético, os fatores que favorecem o sucessoe o reconhecimentodo homen e da mulher na dança. Traz, através de levantamentos históricos, o fato da dança ser considerada uma profissão marginal e reconhecida como de pouca importância para o cenário econômico. Tudo isso, segundo Hanna, deve-se ao fato de quem as exerce são os chamados sexo frágeis da sociedade, ou seja mulheres e homossexuais.
Hitóricamente, podemos notar que apesar da dança ter nascido sob o domínio masculino, a intervenção feminina fez com num determinado momento, sua importância decaísse em função de seus praticantes. Não apenas destes, visto que há múltiplos fatores que favorecem o acontecimento ,e a migração de mulherese homossexuais para a dança.
Dizer que a predominância de homossexuais na dança é grande, seria muita ousadia, a arte no geralproprciona que estesse "sitam" mais à vontade no meio, pois como é citado no texto, "o homossexual encontrou o meio de passar ao se identificar como sentimental e artístico mais do que simplesmente como gay. Assim, a rejeição social baseada na sexualidade é reenfocada pela justificativa da arte".
Dizer que não há homosexuais em outra profisões? É claro que há, mas não são tão evidentes como nas artes, pelo fato que já explicado. A reepreensão social e a exclusão, tornan-se massificadas quando revelados em meios profissionais de grande escalão. Apesar das tentativas históricas de se explicar o porquê, podemos dizer que mesmo sendo certo ou errado, ainda há uma falta de respeito quanto às escolhas pessoais e o não saber diferenciar enquanto profissional?
O mesmo equivale ás mulheres, a imagem obre elas aplicada como sendo frágeis e "incapazes"de realizar certas atividades e pré-destinadas a realizar outras, já está sendo um tabu quebrado, mais ainda: há um grande cominho a ser percorrido, tanto por elas como pela dança, para mudar conceitos e atitudes já impregnadas na história da humanidade.


leandro Augusto Petersen Vieira.

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Um pouco dos Gestos

Os gestos que hoje utilizamos no dia-a-dia para facilitar a comunicação e para mostrar nossas diferenças culturais, foram a primeira forma de diálogo entre os seres humanos. Juntamente dos gestos, de suas formas e expressividade, está todo um significado que faz muita diferença em uma comunicação sem o uso da linguagem verbal. Conforme o homem foi evoluindo e aumentando seu intelecto, os gestos foram se transformando. Digamos que para cada 'fase' evolutiva existiam diferentes significados para os mesmos gestos.
Nos dias atuais, já não há grandes mudanças gos gestos e de seus significados, o que encontramos é apenas uma diversidade cultural, onde cada povo possui suas características distintas ,ou não, das demais.
O gesto se dá no coletivo, é na relação com alguém que ele se inicia.
Ele "auxilia" no entendimento da fala, já está integrado nela e seu significado depende da cultura de determinada região. Pode acontecer próximo ou diante de alguém, contanto que exista mais de uma pessoa. O gesto faz parte da comunicação humana.

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

AULA COMPOSIÇÃO II - 11 DE SETEMBRO

A AULA DE COMPOSIÇÃO TERÁ COMO CONVIDADA A PROFESSORA E FIGURINISTA AMÁBILIS DE JESUS.
COMPAREÇAM!!!!!

ENCONTROS/DISCUSSÕES SEMINÁRIOS R.D.M (temáticas, datas e horários)

EXPLORAÇÕES TEMÁTICAS: TRÂMITES COEVOLUTIVOS ENTRE CORPO E AMBIENTE

DANÇA E POLÍTICA: COREÓGRAFOS ENGAJADOS (GRUPO I)

DANÇA E GÊNERO: COREÓGRAFOS QUE DISCUTEM A SEXUALIDADE ATRAVÉS DA DANÇA (GRUPO II)

DANÇA E TECNOLOGIA: OS NOVOS CORPOS, PRÓTESES E ARTEFATOS CÊNICOS. O CORPO FORA DO CORPO. O CORPO DIGITAL (GRUPO III)

DANÇA E DEFICIÊNCIA: A INVESTIGAÇÃO EM AMBIENTES DIVERSOS (DA NÃO VISUALIDADE, DA DEFICIÊNCIA DE LOCOMOÇÃO, ETC.) (GRUPO IV)

DANÇA E PALAVRA: DO LIBRETO À PALAVRA. QUE PODE SER MÚSICA, SSUSSURO, GRITO, SILÊNCIO, ETC. (GRUPO V)


13 DE AGOSTO
- GRUPO I (DAS 7H30 ÀS 8H20)
- GRUPO II (DAS 8H20 ÀS 9H10)

20 DE AGOSTO
- GRUPO III (DAS 7H30 ÀS 8H20)
- GRUPO IV (DAS 8H20 ÀS 9H10)

27 DE AGOSTO
- GRUPO V (DAS 7H30 ÀS 8H20)
- GRUPO I (DAS 8H20 ÀS 9H10)

03 DE SETEMBRO
- GRUPO II (DAS 7H30 ÀS 8H20)
- GRUPO III (DAS 8H20 ÀS 9H10)

10 DE SETEMBRO
- GRUPO IV (DAS 7H30 ÀS 8H20)
- GRUPO V (DAS 8H20 ÀS 9H10)

17 DE SETEMBRO
- TODOS OS GRUPOS (DAS 7:30 ÀS 9:10)
- ENTREGA DOS NOVOS TEXTOS

domingo, 6 de julho de 2008

work in process + férias

Há um mês atrás estava praticamente elouquecida com a idéa de ter que apresentar algo do meu trabalho no final do mês de julho. Não via nada que estavivésse estruturado em minha cabeça a que pudésse ser passível de apresentação e discussão.
Porém, os dias estavam se aproximando cada vez mais de meu martírio. O work in process me obrigou a pensar em minha pesquisa que tem me causado medo por tanto tempo. Também me fez perceber que esta apresentação foi INDISPENSÁVEL para a evolução de minha pesquisa. Ver a pesquisa de meus colegas também fez com que eu estabelecesse sempre uma relação das pesquisas com a minha.
Neste momento, sei que não vou precisar ficar inventando histórinhas para falar de dança política. (fato que estava me atormentando muito) Percebo que quero PESQUISAR O CORPO POLÍTICO, O QUE ELE POSSUI DE ELEMENTOS EM SEUS POSICIONAMENTOS, FORMAS, MOVIMENTAÇÕES QUE SÃO POLÍTICAS.
As férias serão um bom tempo para focar minha pesquisa, pretendo voltar com bastante material para poder discutir nas aulas de Composição Coreográfica. E que venha o próximo work in process.
Obrigada Orientador
Obrigada Turma
Obrigada Professores

Déborah Atherino

SOBRE A VERTICALIDADE EM QUESTÃO

por Thábata Liparotti

A verticalidade na dança é uma questão que vem sendo discutido tema de debates no nosso meio. Desde o dualismo existente nesta verticalidade, passando por relações de poder, negação, a queda e recuperação, o ir ao chão, o estudo dos eixos, níveis, chegando por fim no subir e descer.
Atualmente em nossas aulas de Dança Contemporânea temos repensado sobre os conceitos de queda, peso passivo e ativo, sobre a pressão necessária para subir e descer, o ceder e empurrar. Todos estes pontos e as reverberações que estas geram sobre os corpos são importantes questões que tenho pesquisado em meu trabalho.
Por ter escolhido pesquisar a adaptabilidade do corpo no ambiente, e este ambiente que trato ser o da montanha a verticalidade imposta é incontestável. Por isso tenho buscado elencar todas as questões pertinentes a esta verticalidade.
A primeira delas é a própria inclinação do terreno que coloca os corpos numa posição de busca do equilíbrio constante. A segunda é a intenção de subir e descer a montanha que exige deslocamento de maneira que um passo não é igual ao seguinte. Outra questão que surge desta é a necessidade de troca de apoios e o jogo de peso, que se dá principalmente pelo posicionamento do quadril.
A pressão que é necessária para suspender o corpo também é diferenciada visto que o uso das mãos é de extrema importância, não tendo estas uma função expressiva e sim bastante funcional. Esta evidencia para as mãos ocorre principalmente na escalada. Também nela o fato de estarmos suspensos por uma corda faz com que a relação de peso mude. O peso passivo nesta situação toma uma nova dimensão visto que não há impacto com o chão no final da queda. Além de alterar sua percepção de peso que segundo a lei da gravitação universal da mecânica newtoniana faz com que a gravidade diminua e consequentemente a sensação de peso também.
A verticalidade, portanto, traz atrelada a ela uma nova perspectiva de estudo que necessita de adaptação corporal. Levando ainda em consideração que para o senso comum a dimensão vertical é ainda vista como associada a riscos que são potencializados pela ação da gravidade gerando uma relação de medo referente a esta dimensão. Apesar do mundo ser tridimensional a exploração da verticalidade é ainda pouco familiarizada, iniciando a relação de medo já na infância quando crianças buscam subir em muros e árvores e são reprimidos por suas mães preocupadas. Este trecho escrito por um montanhista aponta algumas destas questões:
“O fato é que as pessoas não se deslocam na vertical. Máquinas como elevadores ou escadas rolantes fazem com que planos carreguem elas para cima e para baixo. Deslocar-se na vertical por conta própria (escadas) associa este esforço ao desconforto físico. As pessoas simplesmente não gostam da dimensão vertical.
Pessoas que exploram a dimensão vertical como alguns trabalhadores de altura e esportistas da verticalidade, vivem, então em um mundo diferente, o mundo do risco, do medo, do desconforto. Como querer que sentimentos tão desagradáveis se tornem palatáveis para a maioria das pessoas? Com isto, vocês, montanhistas, sempre serão vistos como seres estranhos para o resto da humanidade. Vivem em mundo à parte, seu prazer inverte à escala de valores da humanidade. Acostumem-se a isto.”
Concluindo então que o estudo desta verticalidade implica em uma série de fatores como a desmistificação, a reorganização de padrões e novamente a adaptação do corpo a esta nova dimensão. Na busca de levar a dança contemporânea para o ambiente. Em suas relações com a permanência e construção de conhecimento buscamos um corpo mais adaptativo que responda a proposição de problemas criados com um mesmo domínio de fatores de movimento na criação de uma obra artística. Sendo para mim uma intrigante questão de estudo.

sábado, 5 de julho de 2008

Algumas informações teóricas....


Abaixo seguem algumas informações mais "teóricas" sobre minha pesquisa em dança...




A FORMA DO FUNDO

Relação corpo_fundo_espectador











Tema

-- Percepção da forma (bi e tridimensionalidade, fragmentação, ilusão de óptica)

-- Relação forma/fundo na percepção da forma

Objeto

-- Relação forma/corpo e fundo/tecido na geração de confusão e/ou ilusão de óptica perceptual deste mesmo corpo no espectador.

Justificativa

-- Pesquisa na área artística da Dança , discutindo relação forma/fundo.
-- Pesquisa que busca possibilitar a percepção de um corpo "fragmentado" sem utilização de outros corpos, ou de aparato audiovisual.
--Pesquisa de descoberta de relações corporais com um tecido, gerando imagens de um corpo fragmentado, transitório entre bi e tridimensional, percebidas pelo espectador no espaço real (não virtual) ocupado por ele.

Problemas

-- Como gerar visualmente para o espectador a ilusão de um espaço corpo fragmentado?
-- Como o meu corpo se relaciona com o tecido para gerar imagens que confundam, que brinquem com a percepção do espectador quanto a idéia de um corpo fragmentado?

Objetivos

-- Descobrir maneiras de me relacionar com o tecido de maneira a criar imagens de fragmentação do corpo para o espectador.
-- Me relacionar de forma direta, simples e não-representativa com o espectador.
-- Testa hipóteses da Teoria da Gestalt

Teoria de base

-- Teoria da Gestalt
-- rincípios da percepção da Teoria da Gestalt

Postado por Juliana Lorenzi